segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Índice Glicêmico

Os carboidratos que ingerimos entram na corrente sanguínea com velocidades diferentes, e  quanto mais rápido o seu ingresso maior será o nível de glicose no sangue. Consequentemente maior o nível de insulina liberado pelo pâncreas, já que nosso corpo tenta equilibrar os níveis de açúcar.

O índice glicêmico (IG)  é um indicador que diferencia os carboidratos de acordo com o nível de açúcar liberado no sangue quando este é ingerido, em relação a um alimento referência (glicose ou pão branco). Estudos sugerem que o índice glicêmico tem grande influência na regulação do peso corporal, mas ainda não foi possível chegar a uma conclusão real sobre o papel definitivo do IG nesse sentido. Pessoas com diabetes devem evitar alimentos com elevado índice glicêmico como: melancia, pão de queijo, suco de laranja, caqui e açaí, pois eles fazem a glicose atingir a corrente sanguínea mais rapidamente.  O índice glicêmico depende de alguns fatores como:
1.    O tipo de açúcar contido no alimento (glicose, frutose, etc.)
2.    A forma do carboidrato (grau de hidratação e tamanho da partícula)
3.    Os acompanhamentos dos carboidratos na refeição (lipídeos e proteínas) 
                         
                            
Alimentos que liberam muita glicose no sangue rapidamente quando são ingeridos são os que possuem um alto IG. Aqueles que são digeridos lentamente e liberam a glicose gradualmente são alimentos com baixo IG, estes devem ter preferencia na hora da dieta, já que nos mantém satisfeitos por mais tempo e ajudam na luta contra a obesidade.  O consumo exagerado de alimentos com alto índice glicêmico, em longo prazo, pode levar o individuo a uma pré-diabetes ou diabetes tipo 2, já que tais alimentos sobrecarregam o pâncreas com a alta quantidade de insulina liberada no sangue. Pode causar também doenças cardiovasculares.

Alguns autores mostram que o consumo de alimentos de baixo IG diminui a secreção de hormônios como o glucagon e o hormônio do crescimento, estimulando a síntese de proteínas,  e como consequência a diminuição significativa do teor de massa gorda junto com o aumento do teor de massa magra.
Estudos recentes mostram que glicose e insulina em excesso podem estar relacionadas com alguns tipos de câncer, pois como a insulina, o açúcar também estimula a produção do fator de crescimento de insulina IGF-1, que promove junto com a insulina o crescimento de células e aumento da taxa de morte celular.
São inúmeros os benefícios de uma dieta de baixo índice glicêmico, dentre eles a menor elevação pós-prandial da glicemia, a redução da síntese hepática do colesterol e a diminuição dos níveis de ácido úrico. Sendo então essa dieta com um nível moderado de índice glicêmico, a ideal para uma vida mais saudável.
                     
Postado por Luana Barros


Referências
Universidade de São Paulo- USP


Vegetarianismo X Osteoporose

Osteoporose é a doença óssea metabólica mais freqüente, os ossos tornam-se mais porosos e frágeis, ou seja, ficam com maior tendência a fraturas. A massa óssea diminui bastante e os ossos ficam finos e muito sensíveis. Não existem sintomas para a osteoporose, o sintoma de dor só ocorre se houver alguma fratura óssea.
O que acontece no corpo é que grande parte do cálcio que é ingerido é excretado pela urina ou o organismo pode ter pouca quantidade de cálcio circulante.
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa a falta de cálcio não é o único problema causador da osteoporose, pois existem muito mais nutrientes envolvidos nessa história, como as vitaminas A, C, D, B6, B12, K e D3(tem ação na absorção intestinal de cálcio, balanço ósseo de cálcio e excreção renal de cálcio) também micronutrientes como silício, cobre, zinco e fósforo. A deficiência de qualquer um desses nutrientes seria um grande problema para a formação óssea.


alimentos ricos em cálcio
Várias pesquisas apontam que o alto consumo de proteínas dificulta a retenção de cálcio no corpo, pois ela acelera a eliminação de cálcio, isso acontece por causa da ingestão de aminoácidos sulfídricos que são encontrados em proteínas de origem animal, a ingestão desses aminoácidos torna o sangue mais ácido e o cálcio é jogado na corrente sanguínea para equilibrar o pH, logo o cálcio dos ossos acaba sendo sacrificado.E é por isso que uma dieta vegetariana se sairia muito bem na prevenção de osteoporose, pois esses aminoácidos são encontrados em menor quantidade nas proteínas de origem vegetal. Além de tudo como a dieta vegetariana é restrita em gorduras saturadas ela ainda previne várias outras doenças como foi comentado no post anterior sobre vegetarianismo.
Uma dieta vegetariana bem equilibrada com certeza suprirá todas as necessidades do organismo e ainda será uma boa fonte de todos os nutrientes necessários para se evitar a osteoporose.




Dicas e Sugestões
• Muitos leites vegetais são agora enriquecidos com cálcio, vitamina D e/ou vitamina B12. Alguns sumos de laranja também são enriquecidos com cálcio.
• Agitar bem os leites vegetais enriquecidos com cálcio antes de servir, pois o cálcio pode depositar-se no fundo da embalagem.
• O cálcio nas couves de folhas verdes, brócolos e leite de soja é absorvido em percentagem idêntica à do cálcio no leite de vaca.
• O cálcio no espinafre, acelga e folhas de beterraba não é bem absorvido devido ao alto teor de oxalatos, os quais se ligam ao cálcio.

Referências:

Victor Hugo de Sousa

A Alimentação do Idoso



Com o passar da idade, as pessoas tendem a perderem o interesse pela ingestão correta de alimentos, principalmente líquidos e fibras. Com a falta de parte ou toda a dentição, o consumo de alimentos calóricos e fibrosos fica ainda mais complicado
O desgaste das papilas gustativas gera uma diminuição no consumo de alimentos doces e salgados e um maior interesse por sabores amargos e azedos.
Além disso, o reflexo gástrico-cólico, contrações colônicas de grande amplitude gerados após o inicio de uma refeição, diminui gradativamente a cada ano, auxiliando na constipação intestinal.
A baixa produção de hormônios, como a insulina pode causar um metabolismo anormal de glicose, assim tendo mais chances de desenvolver um caso de diabetes tipo II.
A dietary Allowances Commission and food and Nutrition Board, recomenda 1 a 1,5 mL de líquidos por kcal de alimento ingerido, cerca de 8 a 10 copos de liquido.
As fibras devem ser regulamente consumidas sendo 6 gramas de fibras solúveis: frutas , aveia, legumes e cevada. E cerca de 15 gramas de fibras insolúveis: folhas, trigo e grãos.
As proteínas devem ser consumidas sempre com a maior qualidade possível, com a ingestão de peixes, peito de franco, filé mingnon, leites e derivados desnatados, pois são eles que irão fornecem todos os aminoácidos necessários para manter o balanço nitrogenado positivo.A recomendação diária é igual à de m jovem: 0, 8 g/kg/dia.
Os carboidratos ofertam a maior parte de calorias diárias cerca de 50 a 60 %.  Com o envelhecimento as alterações da curva glicêmica podem se comparar com a de um diabético logo é necessário a oferta de carboidratos integrais ricos em fibras.
Restringindo a sacarose e farinhas altamente refinadas, as constipações intestinais, câncer de colón e diabetes mellitus são previnidos.
Os lipídeos devem ser controlados já que os idosos apresentam uma tendência na elevação da pressão arterial, elevação do colesterol total e do LDL(colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol bom). Reduzem as atividades físicas e uma deficiência de vitaminas lipossolúveis (A,D,E,K)
A recomendação de lipídeos na dieta deve ser de 25% do valor calórico total.
Em alguns casos recomenda-se um aumento na ingestão para que a dieta fique mais palatável ao idoso com anorexia.


Alguns hábitos diários tornam a alimentação do idoso melhor como:
-não cozinhar com gordura animal (banha)
-dar preferência à água e sucos naturais.
-não substituir as refeições por lanches.
-comer devagar, mastigando bem os alimentos.


Referências Bibliográficas:

                                                                    Feito por Rayssa Fachette

domingo, 23 de janeiro de 2011

Óxido Nítrico

Bom gente, este é a última vez que posto aqui no blog, e se de tudo que eu escrevi, algo eu memorizei é boa parte resultado de uma das menores e mais importantes moléculas produzidas pelos mamíferos: o óxido nítrico.
Oxído nítrico é um radical livre inorgânico, incolor e gasoso. Esta molécula é benéfica ao corpo apenas em concentrações baixas, pois em maior quantidade é caracterizada como extremamente tóxica, ao passo que, é considerado um dos principais agente poluente encontrado no ar atmosférico.
O óxido nítrico está envolvido em diversos processos corporais, nos mais variados estágios da vida, tais como: controle da circulação placentária, indução das contrações no parto, neurotransmissor com característica potencializadora na memória e no aprendizado, vasodilatador, reposta imunitária ou até mesmo possuindo função endócrina, autócrinas e parácrinas, entre outros.
Síntese:
Sua síntese é dada a partir da L-arginina, um aminoácido semi-essencial utilizado em diversas partes do organismo, como no ciclo da uréia e síntese de poliamidas e creatinina. Como é vastamente utilizada, o corpo criou vias alternativas para produção da L-arginina, tais como conversão de certas proteínas no rim para utilização no ciclo da uréia (síntese ocorre parcialmente no fígado) e através da produção de critrulina (ocorre no epitélio intestino) para conversão em L-arginina (nos macrófagos). A foto a seguir esquematiza este processo:

Na síntese de óxido nítrico, ocorre uma reação química na qual a L-arginina se transforma em um intermediário, a N-hidrox-L-arginina, com a presença de NADPH e Ca2+, os quis necessitam de outras moléculasde NADPH e O2 para então formar L-citrulina e NO.  

Muitas células são capazes de sintetizar NO (isoenzimas), através de hemoproteínas chamadas NO sintases (NOS). As NOS são dependes de NADPH, O2, flavinas e biopterinas para exercer suas atividades. Foram encontradas até hoje três NOS, as quais possuem semelhança estrutural, porém com localização e regulação diferentes, são elas: duas cNOS (constitutivas) e uma iNOS (induzível).

Aplicações:
Em termos gerais, esta molécula é considerada um mensageiro em diversos sistemas do organismo. Porém, há ainda a sua presença no desencadeamento da defesa corporal que cabe destaque.
1.    Sistema Imune:
Participa da primeira resposta de defesa do organismo, possuindo ação antibactericida, antiviral e antiparasítica. Seu mecanismo de toxidade é o responsável pelo sucesso neste processo, tendo em vista que, neste tipo de reação, o NO possui uma concentração mais elevada do que na sua ação como mensageiro, sendo tóxico para os invasores. Em doenças auto-imunes, os níveis de NO se elevam de tal forma que atinge o próprio organismo. Vale lembrar que deve sempre ser levada em consideração a capacidade de depuração tecidual. Foi constatado que ainda não há pesquisas que demonstre a qual concentração tissular de NO este se torna tóxico ao hospedeiro.
2.    Sistema Cardiovascular:
O NO participa de regulação do fluxo sanguíneo, devido a sua constante liberação no endotélio vascular, e neste local, função vasodilatadora. Durante atividade física intensa ocorre dificuldade cardíaca, a qual acaba gerando uma redistribuição do fluxo de sangue para o músculo esquelético e para circulação coronariana. Nesta hora entra a cNOS (isoenzima constitutiva capaz de sintetizar NO) como mediadora deste processo e pode ser otimizada a partir de exercícios aeróbicos regulares.
Outra importante função do NO ainda no sistema cardiovascular é a adesão de elementos sanguíneos (leucócitos e plaquetas) ao endotélio, haja vista que, neste processo o óxido nítrico diminui a permeabilidade vascular. Estudos feitos com gatos, mostraram que a inibição da síntese de NO no intestino levava a uma maior permeabilidade às proteínas mediadas por células inflamatórias como macrófagos, leucócitos, entre outras.
3.    Sistema Respiratório:
Os NO-mensageiros produzidos a partir de cNOS são responsáveis pelo equilíbrio homeostático nas vias aéreas, tendo em vista que, este controla a relação ventilação-perfusão. O óxido nítrico também mantém o calibre brônquico e regula a freqüência dos movimentos ciliares.
A defesa contra agentes externos inalados é feita através das iNOS do epitélio dos brônquios, de modo que, estas fazem entrar em ação os macrófagos do epitélio e os subepiteliais. A menor resistência a infecções bronquiopulmonares está relacionada a isto, adicionando análogos a L-arginina in vitro e in vivo.

4.    Sistema Nervoso:
O NO-mensageiro é considerado um neurotransmissor devido a sua alta capacidade de difusão, ao passo que, para penetrar no citoplasma celular, não necessita de receptores na membrana, resultando em uma resposta rápida e precisa.
Como já foi dito, o NO está relacionado à memorização (principalmente a memória recente), localizada no hipocampo. Dentre os neurotransmissores excitatórios do SNC, destaca-se o glutamato, o qual possui uma subclasse, localizada entre os receptores, denominada N-metil-D-aspartato (NMDA) – estudos provam que bloqueio na produção deste leva a dificuldade de aprendizado.
Na sinapse, o glutamato é liberado e liga-se ao receptor NMDA, durante esta união, o Ca2+ entra no citoplasma do neurônio e inicia a produção de cNOS. Desta forma, o NO é liberado na pós-sinapse, funcionando como mensageiro do processo, o qual se repetirá posteriormente.


Suplementação:
Diversas vezes encontram-se produtores de suplementos alimentares fazendo promessas de suplementação de óxido nítrico, principalmente devido a sua função vasodilatadora, a qual deixaria, teoricamente, os músculos inchados. Porém, infelizmente, até os presentes estudos, não é possível fazer suplementação de NO, devido as suas características químicas.
Porém, é possível fazer suplementação de arginina, por mais que a eficiência para o resultado esperado (alteração metabólica) não possa ser comprovado. Pesquisas mostram que a presença de arginina não é suficiente para que ocorra síntese de NO, já que, no organismo, a quantidade de arginina disponível para tal, é milhares de vezes maior do que o realmente necessário e a reação mesmo assim não se processa. Entretanto, a suplementação de arginina em determinadas patologias como altos níveis de colesterol e doenças vasculares se mostrou eficiente, de modo que, melhora a função endotelial nos pacientes. (Drexler et al., 1991; Creager et al., 1992; Dubois-Rande et al, 1992; Clarkson et al., 1994; Boger et al., 1995; Ceremuzynski et al., 1997; Tousoulis et al., 1997).
Referências:
Postado por: Alline Monteiro

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dieta Cetogênica


A dieta cetogênica (DC) começou a ser usada com o intuito de tratar crianças com epilepsia refratária que não respondem bem a drogas antiepiléticas. Tal dieta se baseia na restrição de carboidratos, doses baixas de proteínas e altíssimo  consumo de lipídios, o que aumenta a produção hepática dos corpos cetônicos (acetoacetato, acetona e beta-hidroxibutirato) estando a pessoa em jejum ou não.

O potencial cetogênico da dieta encontra-se na produção contínua dos ácidos acetoacético e beta-hidroxibutírico, o que se dá pela oxidação de lipídios na mitocôndria das células hepáticas.   A proporção dos macronutrientes na DC é dado pela equação:

K=potencial cetogênico (ácidos graxos), AK=potencial anticetogênico (glicose), L = lipídios, P = proteínas e C = carboidratos
Quando a razão k/AK ultrapassa 1,5 a cetogênese se instala, o que se confirma pelo exame de urina no qual são encontrados corpos cetônicos (cetonúria).
Seguido o protocolo da DC (dado pela equação – 90% de lipídios e 10% de carboidratos e proteínas ) que começa com um jejum de 24h a 48h, a base de sais minerais e água, ocorre uma cetoacidose induzida, que é a alta presença de corpos cetônicos no organismo e uma diminuição do pH sanguíneo, assim sendo há uma fase de adaptação do metabolismo cerebral estimada em até 20 dias. Então os neurônios começam a usar os corpos cetônicos como fonte de energia ao invés da glicose, já que esta está em baixa oferta pelo pouco consumo de carboidratos. Em termos práticos, manter a dieta cetogênica significa manter uma dieta numa proporção acima de 3:1, ou seja, a cada 3 gramas de lipídeos consumidas deve-se consumir  1 grama de proteínas mais carboidratos.

Essas proporções  podem mudar com o uso de alguns produtos como óleos de Triglicerídeos de cadeia média como principal fonte lipídica, o  que torna a DC mais palatável e menos constipante, já que com eles é possível aumentar os carboidratos e proteínas na DC.
Estudos mostram que a dieta cetogênica pode ter alguns efeitos colaterais como: complicações gastrointestinais,  hipoglicemia , desidratação, acidose metabólica grave (raramente), carência de micronutrientes → complicações a longo prazo.
O uso de corpos cetônicos como fonte de energia nos neurônios, tem como efeito terapêutico a elevação do limiar convulsivo.  Ainda não é certa a causa da diminuição das crises, mas estudos baseiam-se em fatores como: o efeito sedativo e a concentração dos corpos cetônicos, desidratação parcial, mudança no pH sanguíneo e adaptação metabólica do cérebro.
Considerando que a quantidade de ATP, vinda da oxidação de ácidos gordos, aumenta as reservas energéticas e sendo este um fator de proteção contra as crises, estudos revelam que o cérebro infantil tem mais eficiência na metabolização de corpos cetônicos do que os adultos, o que pode ser uma explicação para a melhor aplicação da dieta em crianças epilépticas do que em adultos.
                                                                                            
Postado por: Luana Barros
Referências



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aminoácidos

São as unidades básicas estruturais das proteínas,  formados por ácidos orgânicos que terminam sua molécula com um ou mais grupamentos amina. Também possuem um átomo de hidrogênio e um grupamento R diferenciado, todos eles ficam ligados a um carbono.
Os aminoácidos apresentam caráter anfótero, ou seja, quando em solução podem ser como ácidos ou como bases.
Existem vinte aminoácidos na natureza, e a partir deles gera-se toda a diversidade que existe.



A classificação dos aminoácidos:
Aminoácidos essenciais: são aqueles aminoácidos que o nosso organismo não tem a capacidade de sintetizar, logo é necessário a ingestão deles pela dieta.
São eles: Fenilalanina/ Valina/ Triptofano/ Treonina/ Lisina/ Leucina/ Isolucina/ Metionina.
Aminoácidos não essenciais: são os aminoácidos que o nosso corpo consegue produzir
São eles:Glicina/ Alanina/ Serina/ Cisteína/ Tirosina/ Arginina/ ácido aspártico/ Ácido glutâmico/ Histidina/ Asparagina/ Glutamina/ Prolina.

As funções dessas moléculas são:
- função plástica: são constituintes dos tecidos e células principalmente do tecido muscular;
- estão contidos no material genético;
- são formadores das hormonas peptídicas e de alguns neurotransmissores
- possuem função reguladora, pois todas as enzimas do nosso organismo são proteínas;
- são estimulantes do sistema imunitário, formando anticorpos.
Dessa maneira é possível concluir que os aminoácidos possuem fundamental importância na saúde humana. E mesmo que o nosso organismo consiga produzir os não essenciais, uma dieta saudável, equilibrada e variada é vital e indispensável.

Referências Bibliográficas:
A. Marzzoco, B.B. Torres (1999) Bioquímica Básica 2nd Ed., Guanabara-koogan, Rio de Janeiro


Feito por Rayssa Fachette.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bioquímica do Leite


O leite é um alimento bastante comum e ingerido por populações de todo o mundo, mas poucos sabem de sua complexidade. Nesse post, farei uma analise sobre este importante e nutritivo alimento.
Denomina-se leite, sem outra especificação, o produto normal, fresco, integral oriundo da ordenha completa e ininterrupta de vacas sadias (Decreto nº 30.691 de 29.03.52).
Uma definição bem básica de leite, é uma mistura heterogênea complexa, de sabor adocicado, com o pH próximo da neutralidade que é secretada das glândulas mamárias das fêmeas de mamíferos. A composição do leite reflete basicamente as necessidades metabólicas do recém nascido, como pode ser observado na tabela a seguir:
O leite, independente da espécie analisada, é um alimento praticamente completo do ponto de vista nutricional, pois apresenta consideráveis concentrações de proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas e sais minerais. Essas qualidades  tornam o leite de vaca um alimento utilizado em diversas culturas como fonte de nutrientes. Possui um valor energético médio de 700Kcal/Litro.
Uma curiosidade: A aparência branca do leite deve-se ao caseinato de cálcio, que é um sal formado a partir de Ca++ e Caseína (proteína mais abundante do leite) e por gordura emulsificada, já que o leite consiste em um sistema complexo de suspensão coloidal de glóbulos de gordura e micelas protéicas dispersas na fase aquosa.
A seguir vou apresentar a bioquímica do leite a subdividindo em sua composição nutricional (proteínas, lipídeos, carboidratos, sais minerais e vitaminas).
O leite não é um alimento relativamente com alto teor de proteínas, mas fornece quantidades suficientes de todos os aminoácidos essências, ou seja, que não é sintetizado pelo organismo humano. Esses aminoácidos são obtidos através das duas principais proteínas do leite, a caseína e a β-lactoglobulina. A caseína é uma fosfoproteína e corresponde a 80% do total de proteínas no leite. Ela possui uma grande quantidade de peptídeos prolina que não se interagem e não apresenta pontes dissulfeto, acarretando em poucas estruturas secundárias e terciárias da proteína que conseqüentemente  não haverá formação de estruturas globulares e a sua desnaturação. Ela é disposta no leite na forma de micelas (parte hidrofílica e parte hidrofóbica). Pessoas que possuem autismo apresentam certa sensibilidade na digestão de caseína. A β-lactoglobulina é encontrada em uma proporção de 10% da quantidade de proteína no leite e fornecem ao organismo os aminoácidos essenciais cisteína (Cys) e metionina (Met), poucos presentes na caseína.

Os triacigliceróis são a forma mais abundante de lipídeos no leite onde são encontrados ácidos graxos saturados com cadeias de 4 a 18 carbonos e alguns insaturados, com predominância dos ácidos oleico (insat; 32%), mirístico (20%), palmítico (15%), esteárico (15%) e láurico (6%) e apresentam de 97 a 99% de da quantidade de lipídeo presente. Fosfolipídios, ésteres (colesterol) e triglicerídeos também fazem parte da composição do leite, mas em menores proporções.

O carboidrato exclusivamente presente no leite é o dissacarídeo lactose (galactose β 1,4-glicose) que quando digerida é hidrolisada formando uma molécula de glicose e uma molécula de galactose. A lactose é um açúcar pouco saboroso que dá o caráter pouco adocicado ao leite e é o substrato da fermentação de bactérias lácteas. Apesar de ser um açúcar exclusivo do leite, a lactose não apresenta valor nutricional superior ao da sacarose (frutose + glicose), por exemplo. A enzima lactase normalmente presente no intestino delgado é responsável por catalizar a reação de hidrólise da lactose, mas em alguns grupos de pessoas esta enzima é escassa, resultando na síndrome de intolerância a lactose que pode ser tratada com dieta e ingestão de enzimas catalases pelo portador.
O leite é um alimento muito rico em micronutrientes (vitaminas e sais minerais) e é a fonte que melhor oferece o suporte de cálcio (Ca) e potássio (K). As principais fontes de minerais do leite são Ca, K, Mg e PO4, já o Cu, Fe, Na e Cl são encontrados mas em menores proporções. A presença de íons de fosfato no leite faz com que a absorção de Ca no organismo humano seja favorecida, torando assim o leite como principal fonte deste elemento. A vitamina A (retinol) e a B2 (riboflavina) são as vitaminas mais encontradas no leite e talvez as vitaminas mais importantes do nosso organismo, agindo como antioxidantes, participando do mecanismo de visão, compondo estrutura de proteínas importantes, memória e em várias outras funções. Também se encontra quantidade menores de vitaminas B1, B3, D e C também muito importantes, mas escassa no leite.



Referências: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E IMUNOLOGIA - PROFESSOR EDUARDO BRANDT DE OLIVEIRA

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - ESCOLA POLITÉCNICA - ENGENHARIA DE ALIMENTOS - PQI2405 1 2009

Luis Eduardo de Oliveira